Arquivo da categoria: São Paulo em Trovas

Pedro Mello/SP (Saudade)


Como um triste passageiro,
descobri, só na partida,
que a saudade é o timoneiro
da Caravela da Vida…
Pedro Mello (SP)
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Trova 223 – Pedro Mello (São Paulo/SP)

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24 de junho de 2012 · 17:04

Trova 218 – Carolina Ramos (SP)

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17 de fevereiro de 2012 · 01:01

São Paulo Trovadoresco: e-Livreto 1 (Download)

Agora estamos trovando em São Paulo. Faça o download AQUI do e-Livreto 1 do São Paulo Trovadoresco, integrante da Coleção Memória Viva.

O Livreto 1 possui 32 trovadores do Estado de São Paulo:


Analice Feitoza De Lima
Alba Christina Campos Netto
Campos Sales
Carolina Ramos
Darly O.Barros
Débora Novaes De Castro
Divenei Boselli
Domitilla Borges Beltrame
Dorothy Jansson Moretti
Eduardo Domingos Bottallo
Giva Da Rocha
Héron Patrício
Izo Goldman
Jaime Pina Da Silveira
JB Xavier
Joana Maria Ferreira
Maria De Lourdes Paiva Reis
Maria Helena Calazans Duarte
Marilúcia Rezende
Marina Bruna
Marisa Rodrigues Fontalva
Martha Maria Paes De Barros
Pedro Mello
Renata Paccola
Roberto Tchepelentyky
Sebastião Vieira Da Silva
Selma Patti Spinelli
Sérgio Ferreira Da Silva
Therezinha Dieguez Brisolla
Waldir Gerson Granzotti
Yedda Ramos Maia Patricio
Zaé Junior

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Trova 214 – Laérson Quaresma de Moraes (Campinas/SP)

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7 de dezembro de 2011 · 22:50

Trova 201 – Pedro Ornellas (SP)

Fonte:

Trova , Imagem e montagem enviadas pelo autor

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Vendaval de Trovas (UBT-São Paulo) Parte I


ANA CRISTINA DE SOUZA

És tudo que sempre espero
tomando posse de mim,
quando murumuro “não quero”
e tu respondes “quer sim”!

Foi punhal atravessado,
que me feriu mortalmente,
o desprezo disfarçado
em teu sorriso descrente…

Na saudade, de horas loucas,
tento ouvir, num sonho vão,
tua voz em frases roucas
de um murmúrio de paixão.

No fim da nossa jornada,
o amor dói feito ferida.
-Porcelana delicada
manchada pela vida…

Teu amor é sedução,
é carinho, é bem-me-quer,
na perfeita tradução
dos meus donhos de mulher…

MYRTES NEUSALI SPINA DE MORAES
Delegada da UBT Atibaia – SP

Naquela casa da esquina
a minha infância passei.
Quando ainda era menina
doce paz eu vivenciei.

No inverno, um pobre mendigo,
com frio, e fome sorriu,
quando um maltrapilho amigo
com velha manta o cobriu.

Poesia é o doce marulhar
que vem das ondas cantantes.
É a borboleta a bailar,
sobre flores por instantes.

Quando a saudade dorida
sufocar-lhe o coração,
busque em Deus uma saída
pois só Ele é a solução.

MARIA VANEIDE ANJOS BLANCO –

Foi no Pátio do Colégio
que Anchieta vislumbrou
de São Paulo, o sortilégio
que o futuro confirmou!

MARIA CECÍLIA QUARTIN BARBOSA –

Vida – princípio da morte,
Morte – final desta vida;
ficando ao sabor da sorte,
o metro dessa medida.

CECÍLIA AMARAL CARDOSO

Em qualquer tema se ajeita,
faz trova o bom trovador.
É como a orquídea perfeita
que em qualquer tronco dá flor!

BEATRIZ SANDOVAL CAMARGO

Infância lembra alegria,
tecida só de ternura.
Se pudesse voltaria,
nesses anos de candura.

Inverno cobre minha alma,
vazia na solidão…
Levo, gravados na palma,
rastros de buscas em vão.

De flores, toda vestida,
surgiu a linda donzela.
Perfumou caminhos, vida,
tornando a Terra mais bela.

THEREZINHA DIEGUEZ BRISOLLA

Se, a foto, o orvalho umidece
-depois que o amor teve fim –
à minha ilusão parece
que ainda choras…por mim!

Passado o tempo, eu percebo
-e o teu regresso me atesta-
que, desse amor, só recebo
migalhas de fim de festa!

Em silêncio, ante a proposta
da vida, a razão assunta…
Quando decora a resposta
a vida muda a pergunta!

Por meu pranto…por meus ais…
por meu viver infeliz…
sei que a saudade é bem mais
do que o dicionário diz!

CAMPOS SALES

Nos telhados da cidade,
a garoa não cai mais,
somente a minha saudade
ainda escorre nos beirais!

A chama aos poucos se apaga
velando este amor desfeito,
enquanto a saudade afaga
o sonho morto em meu peito!

Lembro o sertão, seu encanto,
a lua cheia tão minha,
sem nada eu ter, tinha tanto,
naquele nada que eu tinha!

Nossas culpas divididas,
por castigo ou por maldade,
dividiram nossas vidas,
sem dividir a saudade!

MARILÚCIA REZENDE

Eu suplico: “Volte breve”,
num bilhete… e na verdade,
a esperança é quem escreve
e quem assina é a saudade!…

Teu retrato, enraivecida,
eu rasguei sem embaraços…
Mas a saudade atrevida
juntou de novo os pedaços.

Resisto…mas, distraída,
minha razão nem percebe
quando a emoção atrevida
abre a porta…te recebe!

Se voltas, não sei ao certo,
mas a emoção, sem cautela,
deixa a esperança por perto,
rondando a minha janela!

Melhor entretenimento
não existe para mim:
é ver, a cada momento,
mais flores no meu jardim!

Cai o orvalho ,de mansinho,
nesta aridez do sertão…
e o povo aceita o carinho
que ameniza a insolação!

Semeaste tanto amor
pelos jardins desta vida
que a saudade se fez flor,
depois da tua partida!

Nas carícias, em meu rosto,
tu finges não perceber
os sinais que, de mau gosto,
o tempo brinca ao fazer.

Quando os teus olhos eu fito,
tua meiguice, tão pura,
toca os sinos do infinito,
louvando tanta ternura!

Tua deixaste o teu recado,
sem palavras…mas, no olhar,
meu coração abalado
discerniu: não vais voltar…

Oh chuva, molha o meu rosto
e esconde a lágrima triste
que verteu pelo desgosto
do amor, que não mais existe!

Andei por verdes colinas,
pela imensidão do mar…
mas o amor, só tu me ensinas
na luz deste teu olhar.

ANO NOVO! A humanidade
faz promessas, “simpatia”,
não vê que a felicidade
se conquista dia a dia!

Não vou por esse caminho
que é sem censura e sem prumo;
prefiro seguir sozinho
e traçar meu próprio rumo!

Esperança é combustível
no engenho do bom viver,
mas labor é imprescindível
para tudo acontecer!

Ondas que vêm e vão
mar a dentro, a rebuscar
um sonho…ou a ilusão
de um barquinho a despontar!

Lá estão as borboletas…
coloridas, no infinito;
nas asas levam facetas
do meu sonho mais bonito!

A verdadeira bondade
é genuina canção
que enaltece a humanidade
pois vem lá do coração!

Fonte:
UBTrova

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