Os Jogos Florais

Os Jogos Florais são concursos de Trovas realizados sob a égide da União Brasileira de Trovadores.

O primeiro concurso do gênero foi instituído na cidade fluminense de Nova Friburgo em 1960, considerada hoje o berço dos Jogos Florais

O período entre 28 de Abril e 13 de Maio do calendário romano marcava a celebração dos Jogos Florais (ou Florálias – do latim floralia, ium), assim denominados por se tratarem das festividades em honra de Flora, deusa da Primavera, das flores, dos cereais, das vinhas e das árvores frutíferas. A lenda diz que Flora é uma das divindades sabinas introduzidas em Roma por Tito Tácio e adorada pela populações itálicas, em geral. Desde então, associa-se o mel à deusa, como um dos presentes que esta terá concedido ao Homem, o mesmo acontecendo com todas as flores que conhecemos.

Segundo Junito de Sousa Brandão (1993), nesta data as cortesãs reuniam-se e dançavam ao som de trombetas, num concurso em que as vencedoras eram coroadas de flores, tal como era hábito fazer-se nas cerimônias de adoração da própria divindade. Por influência desta tradição romana, em toda a Península Ibérica, embora com especial incidência na zona do Algarve, ficou até aos nossos dias o costume de colocar nas portas e janelas das casas flores de giestas, também designadas por Maias (nome que provém do fato de florescerem em maior abundância do quinto mês do ano). Mais ainda, no início do século era habitual escolher-se nas aldeias uma jovem que, vestida de branco, era coroada de flores tal como a deusa.

Um pouco mais tarde, a partir do século XIII, esta celebração passou a abranger uma esfera mais alargada, agora enquanto concurso literário: os poetas e amantes da escrita, em geral, tinham nesta data a possibilidade de apresentar as suas produções num concurso, cujos procedimentos se regem por um regulamento que conforme o local que são realizados possuem características específicas: os participantes podem optar por várias modalidades de escrita, sendo as mais comuns o poema lírico ou as quadra populares de tema livre, o soneto (tomando como inspiração um determinado assunto), poesia obrigada à utilização de um mote específico ou alegórica à própria cidade onde se realizam os Jogos e, finalmente, o tratamento de um adágio popular. Seus autores são obrigados a apresentar-se sob pseudônimo, para que os jurados não sofram qualquer tipo de influência durante a avaliação. Aos melhores trabalhos são oferecidos prêmios, habitualmente três por modalidade. Por vezes, são ainda concedidas menções honrosas aos candidatos, cujos trabalhos, embora não sejam vencedores, são considerados dignos de destaque.

Com a criação dos Jogos Florais de Nova Friburgo surgiu o Baile das Musas para que fosse escolhida a Musa daquele ano, evento que acompanha a história dos Jogos Florais, não só de Nova Friburgo mas de vários concursos nacionais.

Surgiram da união de Zeus com Mnemósine, tendo como berço as proximidades do monte Olimpo. Elas cantavam acompanhadas da lira do deus Apolo.

São NOVE as MUSAS criadas pela mitologia grega .
• Calíope (bela voz), a primeira entre as irmãs, era a musa da eloqüência.
• Clio (a quem confere fama) – musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra. Jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado “Tucídide”. Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre.
• Érato (a que desperta desejo) – musa do verso erótico. Ninfa coroada de mirto e rosas. Tinha na mão direita uma lira e na mão esquerda um arco.
• Euterpe (a que dá júbilo) – musa da poesia lírica, tinha como símbolo a flauta e aparece coroada de flores.
• Polímnia (a de muitos hinos) – musa dos hinos sagrados e da narração de histórias. Usava um véu e, por ser meditativa estava sempre com o dedo na boca.
• Melpômene (a cantora) – musa da tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira.
• Terpsícore (a que adorva dançar) – musa da dança, tocava a cítara ou lira. Regia o canto coral.
• Tália (a festiva) – musa da comédia que vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera.
• Urânia (celeste) – musa da astronomia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso.

Fontes:
http://www.jogosflorais.com.br/
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/J/jogos_florais.htm
Imagem = http:// http://www.angela.bispo.nom.br/

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